Página InicialE-mail
 
 

Arquivo do Clipping

  DEZEMBRO 2006

 

 

CLIPPING DE NOTÍCIAS
DEZEMBRO 2006
 

Brasil citado como exemplo no tratamento da Aids na América Latina

Projeto capacita agentes jovens

OMS: a Aids continua crescendo

Governo investe em ações para diminuir os casos de Aids

 

Brasil citado como exemplo no tratamento da Aids na América Latina

O Brasil, onde vive um terço dos cerca de 1,7 milhão de soropositivos ou doentes de Aids da América Latina, conseguiu manter a epidemia em um nível estável graças à prioridade dada à prevenção e ao tratamento, revelou o relatório da OnuAids divulgado em 21 de novembro.
País mais populoso da América Latina, o Brasil conta com 620.000 pessoas vivendo com o HIV (vírus da Aids), mas a taxa de infecção (prevalência) se estabilizou em cerca de 0,5% da população adulta desde 2000.
Promoção de projetos de educação sexual e prevenção da Aids nas escolas e campanhas pelo uso de preservativos fizeram a taxa de utilização do mais conhecido método contraceptivo subir 50% entre os brasileiros de todas as idades (e em mais de um terço entre os de 15 a 24 anos) entre 1998 e 2005, o que é "considerável", segundo a OnuAids.
O programa de fornecimento de tratamentos antirretrovirais é "um dos mais completos do mundo e gera resultados positivos": a transmissão de mãe para filho do HIV passou de 16% em 1997 para 4% em 2002. As taxas de mortalidade atribuídas à Aids caíram 50% entre 1996 e 2002, ressalta a OnuAids.
Embora os níveis de infecção continuem elevados entre os consumidores de drogas injetáveis, devido à não utilização de material estéril por três quartos deles, as relações sexuais sem proteção entre homens ainda representam o fator mais importante de transmissão do HIV no Brasil.
Os quatro maiores países da América Latina (Brasil, Argentina, Colômbia, México) reúnem dois terços das pessoas contaminadas pelo HIV no subcontinente, mas é nos menores países da América Central que a taxa estimada de prevalência é a mais elevada. Ligeiramente inferior a 1% em El Salvador, Guatemala e Panamá, ela chega a 1,5% em Honduras e a 2,5% em Belize, segundo a OnuAids.
A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, mais conhecida por sua sigla Aids, é causada por uma infecção viral que ataca o sistema imunológico.
Os primeiros casos desta nova doença foram diagnosticados há 25 anos. O agente da Aids destrói determinados glóbulos brancos, o que deixa o doente à mercê de infecções denominadas oportunistas (como a tuberculose, a pneumocistose e a toxoplasmose) ou tumores cancerosos, como o sarcoma de Kaposi ou os linfomas malignos.
A doença pode ser transmitida por via sexual, sanguínea ou materno-filial durante a gravidez ou a lactação.
O vírus da imunodeficiência adquirida (HIV1, o mais disseminado no mundo, e o HIV-2) se reproduz mediante a parasitação, principalmente dos linfócitos T4 ou CD4, glóbulos brancos que "coordenam" o sistema imunológico.
Depois do processo de multiplicação, os novos vírus destroem a célula que lhes serviu de ninho e partem para infectar outras, o que provoca uma deficiência no sistema imunológico.
Geralmente se aplica o termo Aids ou Aids declarada às principais formas desta deficiência, caracterizada, sobretudo, por uma baixa na taxa de linfócitos CD4 abaixo dos 200 por milímetro cúbico, enquanto a normal se situa entre 800 e 1.000. Por isso, vários soropositivos, ou seja, portadores do vírus da Aids, não são considerados doentes.
Os medicamentos contra o HIV agem em diferentes etapas para tentar evitar que o vírus entre na célula, se replique nas já infectadas e até mesmo se forme antes de partir para infectar outras.
Após a comercialização, em 1987, do AZT, primeiro medicamento contra o HIV, e a chegada da triterapia anti-retroviral (mais conhecida como coquetel) marcou, em 1996, uma etapa chave na luta contra o vírus.
Estes tratamentos transformaram a Aids em uma doença crônica de longa duração para muitos pacientes dos países desenvolvidos, que se vêem obrigados a tomá-los por toda a vida porque o vírus continua oculto no corpo mesmo quando não pode ser detectado.
Nos países pobres, há atualmente 1,6 milhão de doentes que recebem este tratamento, enquanto outros seis milhões morrerão por falta destes, segundo dados de junho passado da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Os cientistas fazem uma corrida contra o relógio contra as freqüentes mutações do HIV, que os obrigam a atualizar os medicamentos quando o vírus aprende como neutralizar os anteriores.
Estas mutações, causadas por falhas na cópia do material genético do HIV, também complicam o desenvolvimento de uma vacina.

Fonte: AFPTopo

_____________________________________________________________________________________________

Projeto capacita agentes jovens

Programa Radioatividade está ensinando os jovens do Interior a perder o medo de falar em público.
Capacitar agentes jovens a desenvolver uma comunicação oral lógica e coerente; valorizar a auto-estima e a importância da arte de falar em público. Estes são os principais objetivos do Programa Radioatividade, levado aos municípios cearenses pela ONG Fa-Sol, por meio do radialista e publicitário Ubaldo Solon. A iniciativa faz parte do Projeto Agente Jovem, do governo federal. Este ano, ressalta Solon, entre as 41 cidades contempladas com o Selo Unicef, 18 se destacaram por conta do programa.
O “Radioatvidade” é desenvolvido há seis anos e já beneficiou 2.225 jovens. Consiste em aulas teóricas e prática, com montagem de programas de rádio, observando as orientações do Unicef com relação a conscientizar sobre meio ambiente, cidadania e saúde, como prevenção contra as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) e Aids, e o uso de preservativos. São 40 horas/aula, ministradas em uma semana. No fim, é gravado um CD com o programa produzido e apresentado pelos alunos. “O objetivo é que, por meio do projeto Agente Jovem, o trabalho continue com apoio das prefeituras”, ressalta Solon. Atualmente, 11 municípios estão com as aulas, num total de 275 participantes.
Solon tem experiência de 30 anos na área de Comunicação e procura, explica, repassá-la a seus alunos. A arte de falar em público empolga a humanidade desde os primórdios da civilização. “Por este motivo, educar a voz passa pela mudança de hábitos, posturas, pensamentos e leitura. É a própria revolução interior”. Para participar do programa, a Prefeitura, deve entrar em contato com a ONG e firmar contrato.

Fonte: DIÁRIO DO NORDESTElTopo

______________________________________________________________________________________________

OMS: a Aids continua crescendo

A epidemia mundial da AIDS continua crescendo e existem indícios preocupantes de que em alguns países que até recentemente tinham taxas de infecção pelo HIV estáveis ou em retrocesso, estas voltam a aumentar. Contudo, também se observam quedas nas taxas de infecção em alguns países, assim como tendências positivas no comportamento sexual dos jovens.
De acordo com os dados mais recentes que foram divulgados hoje na Situação da epidemia da AIDS 2006 da Onu AIDS /OMS, se estima que, atualmente, que cerca de 39,5 milhões de pessoas vivem com o vírus; Em 2006 aconteceram 4,3 milhões de novas infecções, das quais 2,8 milhões (65%) correspondem a África Subsariana e teve aumentos importantes na Europa Oriental e Ásia Central, onde se observam alguns indícios de que as taxas de infecção aumentaram em mais de 50% desde 2004. Em 2006, 2,9 milhões de pessoas morreram em conseqüência de enfermidades relacionadas à AIDS .
Na América do Norte e Europa Ocidental, aos poucos os programas de prevenção do HIV tem se sustentado e o número de novas infecções tem se mantido invariável. Do mesmo modo, tão somente em alguns poucos países de recursos baixos e médios se reduziram de verdade as novas infecções. E em alguns países nos quais anteriormente se tinham obtidos resultados satisfatórios na redução de novas infecções, como é o caso da Uganda, que freou o ritmo de tais avanços, ou inclusive estão aumentando as taxas de infecção.
A prevenção do HIV dá resultado, mas necessita se orientar e se sustentar. Os novos dados apresentados pelo relatório colocam à tona que a ampliação dos programas de prevenção do HIV que estão orientados e adaptados às pessoas mais expostas ao risco de infecção pelo vírus estão obtendo avanços.
Ao longo dos últimos dez anos, em muitos países com epidemia generalizadas aconteceram mudanças positivas no comportamento sexual dos jovens:maior uso do preservativo, adiamento da iniciação sexual e menos parceiros sexuais. Se observam claros retrocesso nas prevalência do HIV entre jovens no período de 2000 a 2005 em Botswana, Burundi, Côte d’Ivoire, Kenya, Malawi, Rwanda, Tanzanía e Zimbabwe.
Em outros países, ainda que se disponha de recursos limitados pode obter-se um elevado rendimento quando os recursos se centram nas necessidades das pessoas com maior probabilidade de exposição ao vírus. Na China, existem exemplos de programas orientados para profissionais do sexo que têm contribuído para aumentar, notavelmente, o uso do preservativo e a diminuir as taxas de infecções de transmissão sexual, e os programas direcionados aos consumidores de drogas injetáveis também estão conseguindo melhoras. Em Portugal, os diagnósticos do HIV entre este último grupo de população foram quase um terço (31%) mais baixo em 2005, em comparação com 2001, como resultado da execução de programas especiais de prevenção orientados ao consumo de drogas e o vírus.
De acordo com o relatório, se observam indícios crescentes de presença do HIV entre homens que têm relações sexuais com outro homens em Camboia, China, Índia, Nepal, Paquistão, Tailândia e Vietnan, bem como em toda América Latina, mas a maior parte dos programas nacionais da AIDS não chegam a atender as necessidades específicas dessas pessoas. Os novos dados disponíveis também afirmam que os programas de prevenção do HIV não conseguem abordar as super-posição entre consumo de drogas injetáveis e trabalho sexual dentro das epidemias da América Latina.
A Situação da Epidemia da AIDS destaca como em diversas regiões, incluindo alguns países da América Latina, Caribe, Oriente Médio e África do Norte, a insuficiente vigilância do vírus, no geral, significa que as pessoas que correm mais riscos, ou seja, os homens que têm relações sexuais com outros homens, os profissionais do sexo e os consumidores de drogas injetáveis, não estão cobertas ou são atendidas adequadamente pelas estratégias de prevenção e tratamento do HIV porque não se conhece o suficiente a situação em que estão, nem sua realidade.
O relatório ressalta também que os níveis de conhecimento das relações sexuais seguras e o HIV continuam sendo baixo em muitos países. Inclusive em países nos quais a epidemia tem um grande impacto, como é o caso da Swazilandia e África do Sul, uma grande proporção da população pensa que não correr nenhum risco de se infectar.

Fonte: Adital Topo

______________________________________________________________________________________________

Governo investe em ações para diminuir os casos de Aids

No Brasil, o Dia Internacional de Luta contra a AIDS , é marcado por várias ações do governo. Entre elas, está o lançamento do Protocolo para a Prevenção de Transmissão Vertical de HIV e Sífilis. A iniciativa do Ministério da Saúde e do Unicef define metas e ações para reduzir a transmissão da doença de mães para os bebês. Segundo os dados mais recentes do Ministério, este tipo de transmissão tem diminuído, mas ainda é preciso garantir uma vida saudável para os recém-nascidos que correm o risco de contrair a doença, chegando a um nível abaixo de 1%.
Conforme informações da assessoria de imprensa do Ministério, de 1980 a junho de 2006, foram registrados 13.171 casos de AIDS por transmissão vertical no Brasil. Hoje, de acordo com estimativas do Ministério da Saúde, o índice de infecção do HIV em parturientes é de 0,41%. Isso representa, aproximadamente, 12,5 mil crianças expostas ao vírus por ano. Se as medidas corretas não forem tomadas, a criança tem 25% de chance de ser infectada pelo vírus da AIDS . Caso as medidas sejam adotadas, a chance fica entre 1% e 2%.
Por esses cálculos, se nenhuma medida fosse tomada, o Brasil deveria registrar pouco mais de 3.100 casos de transmissão vertical do HIV por ano. Com as intervenções adequadas, o número deveria ser de 125 casos. De acordo com o Boletim Epidemiológico 2006, divulgado em 21 de novembro, houve redução de 51,5% nos casos de transmissão vertical do HIV, entre 1996 e 2005. Naquele ano, foram registrados 1.091 casos. No ano passado, 530. Em 2006, de janeiro a junho, foram notificados 109 casos nessa categoria.
Ainda dentro da programação de combate à AIDS , o Governo reafirmou o compromisso de atenção sistemática e básica para as pessoas que vivem com o vírus no Brasil. De 1980 a junho de 2006, o número de casos acumulados da doença é de 433.067. Nos seis primeiros meses deste ano, foram notificados 13.214 casos. No entanto, estima-se que 600 mil pessoas vivem com vírus. Parte desse compromisso com os portadores dos vírus diz respeito ao acesso aos medicamentos anti-retrovirais e aos testes de diagnóstico e monitoramento da doença.
Para atingir o público jovem, chamando a atenção para as doenças sexualmente transmissíveis, foi lançado o "Caderno das Coisas Importantes". Serão distribuídos para as escolas públicas de todo o país no próximo ano 400 mil exemplares da publicação que pretende prevenir, através de minuciosas informações, as DSTs.

A AIDS no Brasil

Os boletins epiemiológicos do Ministério da Saúde têm apontado uma redução de pessoas contaminadas pelo vírus. Estima-se que esta redução tenha sido até de 51%, entre 1996 e 2005. Em 1996, foram registrados 1.091 novos casos. No ano passado, 530 casos, e em 2006, de janeiro a junho, foram notificados 109 casos nessa categoria. Mas vale salientar que muitas pessoas convivem com o vírus sem saber ou não estão dentro do quantitativo registrado pelos unidades de saúde do governo.
Nas regiões, entre 1996 e 2005, observa-se queda na taxa de incidência no Sudeste - passou de 25,3 para 21,9. Nas demais regiões, o índice cresceu: no Norte, de 4,2 para 12,9; no Nordeste, de 4,8 para 10,8; no Sul, de 16,9 para 23,8; e no Centro Oeste, de 12,3 para 16,6.
Com relação aos óbitos, também se registra uma queda significativa na taxa de mortalidade (número de óbitos por 100 mil habitantes), que passou de 9,6 em 1996 para 6,0 em 2005. De 1980 até o ano passado, o número acumulado de mortes em decorrência da AIDS é de 183.074. Em 2005, houve 11.026 óbitos, confirmando a média anual de óbitos, observada desde 2000. Em 1996, foram 15.017 mortes.

Fonte: Adital Topo

______________________________________________________________________________________________

 

 

 
     © Copyright CHILDHOPE BRASIL Av. Gal. Justo, 275 sl. 202 Bloco A - Centro - Rio de Janeiro - RJ - CEP 20021-130          Web-Design Labore