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Brasil
citado como exemplo no tratamento da Aids na América
Latina
Projeto
capacita agentes jovens
OMS:
a Aids continua crescendo
Governo
investe em ações para diminuir os casos de Aids
Brasil citado como exemplo
no tratamento da Aids na América Latina
O Brasil, onde vive um terço
dos cerca de 1,7 milhão de soropositivos ou doentes de
Aids da América Latina, conseguiu manter a epidemia em
um nível estável graças à prioridade
dada à prevenção e ao tratamento, revelou
o relatório da OnuAids divulgado em 21 de novembro.
País mais populoso da América Latina, o Brasil
conta com 620.000 pessoas vivendo com o HIV (vírus da
Aids), mas a taxa de infecção (prevalência)
se estabilizou em cerca de 0,5% da população adulta
desde 2000.
Promoção de projetos de educação
sexual e prevenção da Aids nas escolas e campanhas
pelo uso de preservativos fizeram a taxa de utilização
do mais conhecido método contraceptivo subir 50% entre
os brasileiros de todas as idades (e em mais de um terço
entre os de 15 a 24 anos) entre 1998 e 2005, o que é
"considerável", segundo a OnuAids.
O programa de fornecimento de tratamentos antirretrovirais é
"um dos mais completos do mundo e gera resultados positivos":
a transmissão de mãe para filho do HIV passou
de 16% em 1997 para 4% em 2002. As taxas de mortalidade atribuídas
à Aids caíram 50% entre 1996 e 2002, ressalta
a OnuAids.
Embora os níveis de infecção continuem
elevados entre os consumidores de drogas injetáveis,
devido à não utilização de material
estéril por três quartos deles, as relações
sexuais sem proteção entre homens ainda representam
o fator mais importante de transmissão do HIV no Brasil.
Os quatro maiores países da América Latina (Brasil,
Argentina, Colômbia, México) reúnem dois
terços das pessoas contaminadas pelo HIV no subcontinente,
mas é nos menores países da América Central
que a taxa estimada de prevalência é a mais elevada.
Ligeiramente inferior a 1% em El Salvador, Guatemala e Panamá,
ela chega a 1,5% em Honduras e a 2,5% em Belize, segundo a OnuAids.
A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, mais
conhecida por sua sigla Aids, é causada por uma infecção
viral que ataca o sistema imunológico.
Os primeiros casos desta nova doença foram diagnosticados
há 25 anos. O agente da Aids destrói determinados
glóbulos brancos, o que deixa o doente à mercê
de infecções denominadas oportunistas (como a
tuberculose, a pneumocistose e a toxoplasmose) ou tumores cancerosos,
como o sarcoma de Kaposi ou os linfomas malignos.
A doença pode ser transmitida por via sexual, sanguínea
ou materno-filial durante a gravidez ou a lactação.
O vírus da imunodeficiência adquirida (HIV1, o
mais disseminado no mundo, e o HIV-2) se reproduz mediante a
parasitação, principalmente dos linfócitos
T4 ou CD4, glóbulos brancos que "coordenam"
o sistema imunológico.
Depois do processo de multiplicação, os novos
vírus destroem a célula que lhes serviu de ninho
e partem para infectar outras, o que provoca uma deficiência
no sistema imunológico.
Geralmente se aplica o termo Aids ou Aids declarada às
principais formas desta deficiência, caracterizada, sobretudo,
por uma baixa na taxa de linfócitos CD4 abaixo dos 200
por milímetro cúbico, enquanto a normal se situa
entre 800 e 1.000. Por isso, vários soropositivos, ou
seja, portadores do vírus da Aids, não são
considerados doentes.
Os medicamentos contra o HIV agem em diferentes etapas para
tentar evitar que o vírus entre na célula, se
replique nas já infectadas e até mesmo se forme
antes de partir para infectar outras.
Após a comercialização, em 1987, do AZT,
primeiro medicamento contra o HIV, e a chegada da triterapia
anti-retroviral (mais conhecida como coquetel) marcou, em 1996,
uma etapa chave na luta contra o vírus.
Estes tratamentos transformaram a Aids em uma doença
crônica de longa duração para muitos pacientes
dos países desenvolvidos, que se vêem obrigados
a tomá-los por toda a vida porque o vírus continua
oculto no corpo mesmo quando não pode ser detectado.
Nos países pobres, há atualmente 1,6 milhão
de doentes que recebem este tratamento, enquanto outros seis
milhões morrerão por falta destes, segundo dados
de junho passado da Organização Mundial da Saúde
(OMS).
Os cientistas fazem uma corrida contra o relógio contra
as freqüentes mutações do HIV, que os obrigam
a atualizar os medicamentos quando o vírus aprende como
neutralizar os anteriores.
Estas mutações, causadas por falhas na cópia
do material genético do HIV, também complicam
o desenvolvimento de uma vacina.
Fonte: AFP
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Projeto capacita agentes jovens
Programa Radioatividade está
ensinando os jovens do Interior a perder o medo de falar em
público.
Capacitar agentes jovens a desenvolver uma comunicação
oral lógica e coerente; valorizar a auto-estima e a importância
da arte de falar em público. Estes são os principais
objetivos do Programa Radioatividade, levado aos municípios
cearenses pela ONG Fa-Sol, por meio do radialista e publicitário
Ubaldo Solon. A iniciativa faz parte do Projeto Agente Jovem,
do governo federal. Este ano, ressalta Solon, entre as 41 cidades
contempladas com o Selo Unicef, 18 se destacaram por conta do
programa.
O “Radioatvidade” é desenvolvido há
seis anos e já beneficiou 2.225 jovens. Consiste em aulas
teóricas e prática, com montagem de programas
de rádio, observando as orientações do
Unicef com relação a conscientizar sobre meio
ambiente, cidadania e saúde, como prevenção
contra as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs)
e Aids, e o uso de preservativos. São 40 horas/aula,
ministradas em uma semana. No fim, é gravado um CD com
o programa produzido e apresentado pelos alunos. “O objetivo
é que, por meio do projeto Agente Jovem, o trabalho continue
com apoio das prefeituras”, ressalta Solon. Atualmente,
11 municípios estão com as aulas, num total de
275 participantes.
Solon tem experiência de 30 anos na área de Comunicação
e procura, explica, repassá-la a seus alunos. A arte
de falar em público empolga a humanidade desde os primórdios
da civilização. “Por este motivo, educar
a voz passa pela mudança de hábitos, posturas,
pensamentos e leitura. É a própria revolução
interior”. Para participar do programa, a Prefeitura,
deve entrar em contato com a ONG e firmar contrato.
Fonte: DIÁRIO DO NORDESTEl
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OMS: a Aids continua crescendo
A epidemia mundial da AIDS
continua crescendo e existem indícios preocupantes de
que em alguns países que até recentemente tinham
taxas de infecção pelo HIV estáveis ou
em retrocesso, estas voltam a aumentar. Contudo, também
se observam quedas nas taxas de infecção em alguns
países, assim como tendências positivas no comportamento
sexual dos jovens.
De acordo com os dados mais recentes que foram divulgados hoje
na Situação da epidemia da AIDS 2006 da Onu AIDS
/OMS, se estima que, atualmente, que cerca de 39,5 milhões
de pessoas vivem com o vírus; Em 2006 aconteceram 4,3
milhões de novas infecções, das quais 2,8
milhões (65%) correspondem a África Subsariana
e teve aumentos importantes na Europa Oriental e Ásia
Central, onde se observam alguns indícios de que as taxas
de infecção aumentaram em mais de 50% desde 2004.
Em 2006, 2,9 milhões de pessoas morreram em conseqüência
de enfermidades relacionadas à AIDS .
Na América do Norte e Europa Ocidental, aos poucos os
programas de prevenção do HIV tem se sustentado
e o número de novas infecções tem se mantido
invariável. Do mesmo modo, tão somente em alguns
poucos países de recursos baixos e médios se reduziram
de verdade as novas infecções. E em alguns países
nos quais anteriormente se tinham obtidos resultados satisfatórios
na redução de novas infecções, como
é o caso da Uganda, que freou o ritmo de tais avanços,
ou inclusive estão aumentando as taxas de infecção.
A prevenção do HIV dá resultado, mas necessita
se orientar e se sustentar. Os novos dados apresentados pelo
relatório colocam à tona que a ampliação
dos programas de prevenção do HIV que estão
orientados e adaptados às pessoas mais expostas ao risco
de infecção pelo vírus estão obtendo
avanços.
Ao longo dos últimos dez anos, em muitos países
com epidemia generalizadas aconteceram mudanças positivas
no comportamento sexual dos jovens:maior uso do preservativo,
adiamento da iniciação sexual e menos parceiros
sexuais. Se observam claros retrocesso nas prevalência
do HIV entre jovens no período de 2000 a 2005 em Botswana,
Burundi, Côte d’Ivoire, Kenya, Malawi, Rwanda, Tanzanía
e Zimbabwe.
Em outros países, ainda que se disponha de recursos limitados
pode obter-se um elevado rendimento quando os recursos se centram
nas necessidades das pessoas com maior probabilidade de exposição
ao vírus. Na China, existem exemplos de programas orientados
para profissionais do sexo que têm contribuído
para aumentar, notavelmente, o uso do preservativo e a diminuir
as taxas de infecções de transmissão sexual,
e os programas direcionados aos consumidores de drogas injetáveis
também estão conseguindo melhoras. Em Portugal,
os diagnósticos do HIV entre este último grupo
de população foram quase um terço (31%)
mais baixo em 2005, em comparação com 2001, como
resultado da execução de programas especiais de
prevenção orientados ao consumo de drogas e o
vírus.
De acordo com o relatório, se observam indícios
crescentes de presença do HIV entre homens que têm
relações sexuais com outro homens em Camboia,
China, Índia, Nepal, Paquistão, Tailândia
e Vietnan, bem como em toda América Latina, mas a maior
parte dos programas nacionais da AIDS não chegam a atender
as necessidades específicas dessas pessoas. Os novos
dados disponíveis também afirmam que os programas
de prevenção do HIV não conseguem abordar
as super-posição entre consumo de drogas injetáveis
e trabalho sexual dentro das epidemias da América Latina.
A Situação da Epidemia da AIDS destaca como em
diversas regiões, incluindo alguns países da América
Latina, Caribe, Oriente Médio e África do Norte,
a insuficiente vigilância do vírus, no geral, significa
que as pessoas que correm mais riscos, ou seja, os homens que
têm relações sexuais com outros homens,
os profissionais do sexo e os consumidores de drogas injetáveis,
não estão cobertas ou são atendidas adequadamente
pelas estratégias de prevenção e tratamento
do HIV porque não se conhece o suficiente a situação
em que estão, nem sua realidade.
O relatório ressalta também que os níveis
de conhecimento das relações sexuais seguras e
o HIV continuam sendo baixo em muitos países. Inclusive
em países nos quais a epidemia tem um grande impacto,
como é o caso da Swazilandia e África do Sul,
uma grande proporção da população
pensa que não correr nenhum risco de se infectar.
Fonte: Adital 
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Governo investe em ações
para diminuir os casos de Aids
No Brasil, o Dia Internacional
de Luta contra a AIDS , é marcado por várias ações
do governo. Entre elas, está o lançamento do Protocolo
para a Prevenção de Transmissão Vertical
de HIV e Sífilis. A iniciativa do Ministério da
Saúde e do Unicef define metas e ações
para reduzir a transmissão da doença de mães
para os bebês. Segundo os dados mais recentes do Ministério,
este tipo de transmissão tem diminuído, mas ainda
é preciso garantir uma vida saudável para os recém-nascidos
que correm o risco de contrair a doença, chegando a um
nível abaixo de 1%.
Conforme informações da assessoria de imprensa
do Ministério, de 1980 a junho de 2006, foram registrados
13.171 casos de AIDS por transmissão vertical no Brasil.
Hoje, de acordo com estimativas do Ministério da Saúde,
o índice de infecção do HIV em parturientes
é de 0,41%. Isso representa, aproximadamente, 12,5 mil
crianças expostas ao vírus por ano. Se as medidas
corretas não forem tomadas, a criança tem 25%
de chance de ser infectada pelo vírus da AIDS . Caso
as medidas sejam adotadas, a chance fica entre 1% e 2%.
Por esses cálculos, se nenhuma medida fosse tomada, o
Brasil deveria registrar pouco mais de 3.100 casos de transmissão
vertical do HIV por ano. Com as intervenções adequadas,
o número deveria ser de 125 casos. De acordo com o Boletim
Epidemiológico 2006, divulgado em 21 de novembro, houve
redução de 51,5% nos casos de transmissão
vertical do HIV, entre 1996 e 2005. Naquele ano, foram registrados
1.091 casos. No ano passado, 530. Em 2006, de janeiro a junho,
foram notificados 109 casos nessa categoria.
Ainda dentro da programação de combate à
AIDS , o Governo reafirmou o compromisso de atenção
sistemática e básica para as pessoas que vivem
com o vírus no Brasil. De 1980 a junho de 2006, o número
de casos acumulados da doença é de 433.067. Nos
seis primeiros meses deste ano, foram notificados 13.214 casos.
No entanto, estima-se que 600 mil pessoas vivem com vírus.
Parte desse compromisso com os portadores dos vírus diz
respeito ao acesso aos medicamentos anti-retrovirais e aos testes
de diagnóstico e monitoramento da doença.
Para atingir o público jovem, chamando a atenção
para as doenças sexualmente transmissíveis, foi
lançado o "Caderno das Coisas Importantes".
Serão distribuídos para as escolas públicas
de todo o país no próximo ano 400 mil exemplares
da publicação que pretende prevenir, através
de minuciosas informações, as DSTs.
A AIDS no Brasil
Os boletins epiemiológicos do Ministério da Saúde
têm apontado uma redução de pessoas contaminadas
pelo vírus. Estima-se que esta redução
tenha sido até de 51%, entre 1996 e 2005. Em 1996, foram
registrados 1.091 novos casos. No ano passado, 530 casos, e
em 2006, de janeiro a junho, foram notificados 109 casos nessa
categoria. Mas vale salientar que muitas pessoas convivem com
o vírus sem saber ou não estão dentro do
quantitativo registrado pelos unidades de saúde do governo.
Nas regiões, entre 1996 e 2005, observa-se queda na taxa
de incidência no Sudeste - passou de 25,3 para 21,9. Nas
demais regiões, o índice cresceu: no Norte, de
4,2 para 12,9; no Nordeste, de 4,8 para 10,8; no Sul, de 16,9
para 23,8; e no Centro Oeste, de 12,3 para 16,6.
Com relação aos óbitos, também se
registra uma queda significativa na taxa de mortalidade (número
de óbitos por 100 mil habitantes), que passou de 9,6
em 1996 para 6,0 em 2005. De 1980 até o ano passado,
o número acumulado de mortes em decorrência da
AIDS é de 183.074. Em 2005, houve 11.026 óbitos,
confirmando a média anual de óbitos, observada
desde 2000. Em 1996, foram 15.017 mortes.
Fonte: Adital 
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